Para que serve o Barbatuque?

 

 
 

O corpo humano pode ser considerado nosso primeiro instrumento musical. Ainda como ouvinte o bebê já escuta os sons do corpo de sua mãe. Desde o primeiro choro, ele vai naturalmente explorando sons e movimentos, interagindo com o meio externo e estabelecendo comunicação.

Já temos desde o início em nosso corpo a presença do ritmo. A batida do coração, a respiração e mais adiante o andar, são todos processos que envolvem regularidade, repetição e que nos trazem referências rítmicas. Não é a toa que no vocabulário musical se utilizam as palavras pulsação e andamento.

Conforme a criança cresce ela tende a explorar ludicamente os sons da boca, voz, palmas, batidas dos pés assim como os sons dos objetos que estão ao seu redor. Mais tarde também usamos certos tipos de sons em nosso cotidiano tais como assobios, palmas, batidas de pés e cantos tanto para nos comunicar como para fazer música.

No Barbatuque, a proposta de estudar especificamente os sons do corpo vem a ser primeiramente um resgate desse nosso momento infantil de brincar sonoramente com o corpo, trazendo lembranças de sons que já fizemos e gerando novos sons para nosso repertório.

 

 

Objetivos didáticos

•Promover o aprendizado de amplo repertório de sons que podem ser produzidos pelo corpo.

•Estimular o contato do aluno com seu próprio corpo.

• Promover a integração desses sons corporais com a intenção de produzir ritmos e melodias.

•Estimular a capacidade de memorização, concentração e assimilação corporal do ritmo.

•Desenvolvimento da coordenação motora e da percepção rítmica, melódica e harmônica

•Desenvolvimento da capacidade de criação musical espontânea tanto individualmente como em grupo.

•Despertar no aluno uma atitude lúdica e cooperativa, incentivando-o a se expressar musicalmente num grupo levando em conta as diferentes qualidades e potenciais de seus integrantes.

 


Cada pessoa tem um corpo diferente, um tamanho de mão, um timbre de voz, uma facilidade para produzir certos sons e às vezes até uma incapacidade para outros. Deste modo, pesquisando os sons produzidos pelo corpo entramos em contato com nossas características e sotaques, nosso RG sonoro.

Ao mesmo tempo, por ser praticado em grupo, o Barbatuque promove a convivência entre esses diferentes corpos sonoros, portadores de diferentes ritmos, volumes, intenções e imaginários que ora se chocam ora se complementam. Ouvindo o outro, exercitamos o diálogo, o contágio, a cooperação e a concentração. Os exercícios de improvisação desenvolvidos nas oficinas estimulam a convivência entre a busca da unidade sonora do grupo e a diversidade dos sons gerados por cada um.

Este é um trabalho recomendado para quem quer desenvolver sua capacidade rítmica, trabalhar a coordenação motora, praticar improvisação e de uma forma ampla “musicalizar-se” através do corpo sonoro. Também é voltado à arte-educadores das mais variadas áreas que podem enriquecer sua pesquisa própria com elementos da percussão corporal. São realizados também treinamentos para empresas, usando a atividade da percussão corporal como dinâmica para se trabalhar e refletir sobre competências tais como o trabalho em equipe, criatividade, comunicação e liderança.

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